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And the Oscar goes to…


12 de fevereiro de 2013

Os 84 filmes vencedores do Oscar de melhor filme estão iconizados no poster comemorativo dos 85 anos da estatueta, pelo designer britânico Olly Moss. O cartaz, uma edição especial, entre outras releituras de artistas convidados, faz parte da exposição For Your Consideration, que começa dia 14 na Galeria 1988, de Los Angeles. A sugestão de Moss roubou a cena do Cartaz oficial, inspirado nos desenhos de luz de Pablo Picasso, fotografados por Gjon Mili (que desenvolveu a técnica) e publicados pela revista LIFE em 1949. A cerimônia de entrega acontece em 24 de fevereiro, em Los Angeles. O principal concorrente deste ano é "Lincoln", de Steven Spielberg, que disputa em 12 categorias, incluindo melhor filme, melhor diretor e melhor ator, para Daniel Day-Lewis. Em seguida, vem "As aventuras de Pi", de Ang Lee, com 11 indicações.
Que filme ganhou em qual ano?* Veja a lista ao final do post
Picasso e o "Centauro" de luz, fotografado por Gjon Mili para a revista LIFE

Cartaz oficial, inspirado nos desenhos de luz
de Pablo Picasso (1949)
Olly Moss (nascido em 20 de janeiro de 1987) é um artista inglês, designer gráfico e ilustrador. Ele é mais conhecido por suas releituras de cartazes de filmes. Seu trabalho é regularmente apresentado na revista Empire, além de ter sido contratado pela Marvel Entertainment para criar um cartaz para o elenco de Thor. Outros trabalhos notáveis ​​incluem a arte da capa do jogo Resistance 3. Ele se formou na Universidade de Birmingham , em 2008, tendo estudado literatura.
Ilusões óticas - Olly Moss



A Marvel Studios pediu ao ilustrador Olly Moss que
criasse um cartaz estilizado de “Thor” para distribuir apenas para
a equipe e elenco da produção.



Três pôsteres de Moss para a trilogia clássica de Star Wars

 O Artista - 2011. O Discurso do Rei - 2010. Guerra ao terror - 2009. Quem quer ser um milionário?- 2008. Onde os fracos não tem vez - 2007. Os infiltrados - 2006. Crash, no limite - 2005. Menina de ouro - 2004. O Senhor dos Anéis: o retorno do rei - 2003. Chicago - 2002. Uma mente brilhante - 2001. Gladiador - 2000. Beleza americana - 1999. Shakespeare apaixonado - 1998. Titanic - 1997. O paciente inglês - 1996. Coração valente - 1995. Forrest Gump - 1994. A lista de Schindler - 1993. Os imperdoáveis - 1992. O silêncio do inocentes - 1991. Dança com lobos - 1990. Conduzindo Miss Daisy - 1989. Rain Man - 1988. O último imperador - 1987. Platoon - 1986. Entre dois amores - 1985. Amadeus - 1984. Laços de ternura - 1983. Gandhi - 1982. Carruagens de fogo - 1981. Gente como a gente - 1980. Kramer vs. Kramer - 1979. O franco-atirador - 1978. Noivo neurótico, noiva nervosa - 1977. Rocky, o lutador - 1976. Um estranho no ninho - 1975. O poderoso chefão II - 1974. Golpe de mestre - 1973. O poderoso chefão - 1972. Operação França - 1971. Patton, rebelde ou herói?- 1970. Perdidos na noite - 1969. Oliver! - 1968. No calor da noite - 1967. O homem que não vendeu sua alma - 1966. A noviça rebelde - 1965. My Fair Lady - 1964. Tom Jones - 1963. Lawrence da Arábia - 1962. Amor sublime amor - 1961. Se meu apartamento falasse - 1960. Ben Hur - 1959. Gigi - 1958. A ponte do Rio Kwai - 1957. A volta ao mundo em 80 dias - 1956. Marty - 1955. Sindicato de ladrões - 1954. A um passo da eternidade - 1953. O maior espetáculo da Terra - 1952. Sinfonia de Paris - 1951. A malvada - 1950. A grande ilusão - 1949. Hamlet - 1948. A luz é para todos - 1947. Os melhores anos de nossas vidas - 1946. Farrapo humano - 1945. O bom pastor - 1944. Casablanca - 1943. A rosa da esperança - 1942. Como era verde o meu vale - 1941. Rebecca, A mulher inesquecível - 1940. ... E o vento levou - 1939. Do mundo nada se leva - 1938. Émile Zola - 1937. O grande Ziegfeld - 1936. O grande motim - 1935. Aconteceu naquela noite - 1934. Cavalgada - 1933. Grande Hotel - 1932. Cimarron - 1931. Sem novidades no front – (1929-1930). Melodia na Broadway (1928-1929) Asas (1928-1927).


Vou de bike

A magrela mais cara do mundo



A reconhecida e cara fabricante de mobiliários Thonet alterou as regras da estética ao criar móveis com contornos arredondados. O design das cadeiras concebido por Thonet desenvolveu um processo que permite moldar a madeira graças ao calor do vapor. Foi através desta técnica que a Thonet desenhou um dos modelos de mobília mais famosos, a cadeira Nº 14, apresentada em 1859 e que até 1930 já tinha vendido 50 milhões de exemplares.
O que Michael Thonet provavelmente nunca imaginou é que sua marca iria inspirar uma das bicicletas mais caras do mundo um dia. Cerca de 150 anos depois, o arquiteto australiano Andy Martin criou a bicicleta Thonet, usando a lendária tecnologia de flexão de madeira a vapor.  O quadro e assento da bike são de faia vaporizada e retorcida. A magrela é a mais cara do mundo, US$ 70 mil (aproximadamente R$ 142 mil). A bicicleta é uma combinação de modernidade, simplicidade e complexa engenharia.


O arquiteto Andy Martin, sediado em Londres, contou que no seu estúdio começaram a desenhar modelos do estilo da bicicleta holandesa. Mas os criadores perceberam a singularidade das linhas que a nova bicicleta deveria ter e passaram a desenvolver conceitos para o materiais empregados e o processo de curvar a madeira. Assim, as linhas arredondadas das cadeiras foram transportadas para a bicicleta, também com o nome Thonet. Com um quadro curvado, a bike é feita em madeira de faia, com rodas de fibra de carbono e sem freios. 


O século da criança através do design

O Design Modernista para crianças


Para experimentar o dito de que a infância é uma invenção recente nada melhor do que a proposta da mostra “Century of the Child: Growing by Design, 1900–2000”, em exposição até o dia 5 de novembro de 2012 no MoMA de Nova York. Os 100 anos de infância retratados através do Design mostram a evolução na concepção de educação da criança. Se antes era exigida a disciplina e a punição, com vistas a um amadurecimento rápido, no século XX floresce a ideia de que as crianças são fundamentalmente diferentes dos adultos e devem ser tratadas como tal.

A mostra examina a intersecção do design modernista e pensamento moderno sobre crianças. Um estudo rico e instigante recheado de coisas intrigantes para olhar - cerca de 500 itens, incluindo mobiliário, brinquedos, jogos, cartazes, livros e muito mais.


Julieta Kinchin, curadora de arquitetura do MoMA e departamento de design que organizou a exposição junto com Aidan O'Connor, um assistente curatorial, observa na introdução do catálogo que nenhum período da história da humanidade foi tão investido na preocupação com as crianças como o século XX. O ponto de partida da mostra é o livro da escritora sueca Ellen Key que, em 1909, previa que tal século teria como foco os direitos, o desenvolvimento e o bem-estar das crianças – considerados por Key como de importância fundamental para a sociedade. A exposição apresenta áreas pouco representadas na história do Design, incluindo a arquitetura de escolas, design de roupas infantis, playgrounds, jogos e brinquedos, hospitais infantis, equipamentos de segurança, creches, móveis e livros.


“São visões individuais e coletivas do mundo material das crianças, desde sonhos utopicos de “cidadãos do futuro”, até a realidade obscura da exploração infantil e de conflitos políticos”, assinalam os curadores.
Mais de 100 anos após o livro de Key, são diversas ideias que ilustram a confluência do design e da infância moderna ao longo do século: como o design progressista influenciou o desenvolvimento fisico, intelectual e emocional das crianças e, por outro lado, como modelos de pedagogia e jogos infantis inspiraram o design experimental.



Trabalhar especificamente para crianças trouxe liberdade e criatividade únicas a arquitetos e designers vanguardistas.
O website da exposição ilustra, em 7 sessões, o resultado dessa mostra fascinante. Confira.

Uma linha do tempo dividida em décadas apresenta alguns dos brinquedos em exposição.
A capa do livro da exposição revela além das brincadeiras: um ambiente mais sombrio, a fuligem, o edifício degradado, latas de lixo transbordam, um pátio de asfalto espalhado. Para Julieta Kinchin, esta fotografia em movimento, tirada em Glasgow, em 1970, capta o poder do design para isolar as crianças das circunstâncias muitas vezes adversas em que se encontram, um universo imaginativo de sua própria criação.




Equação de Kandinsky deu início à construção de uma verdadeira gramática visual

As formas geométricas elementares e as cores puras inspiraram inúmeros projetos na Bauhaus





A correspondência entre as três formas elementares e as três cores primárias foi equacionada pelo artista russo Wassily Kandinsky, em 1923, na época professor da Bauhaus. Ele distribuiu um questionário pedindo que pesquisadores da escola alemã de design preenchessem integralmente cada forma com uma cor, estabelecendo uma correspondência entre elas. O resultado, um quase consenso, foi notável e deu início à construção de uma verdadeira gramática visual.




A equação de Kandinsky inspirou inúmeros projetos na Bauhaus no início dos anos 1920 e exerce influência até hoje nos trabalhos de artistas, designers e arquitetos. O uso das formas geométricas elementares, e o uso de cores puras (vermelho, amarelo e azul) e da abstração são característica da famosa escola, pois seus docentes acreditavam que só assim os alunos descobririam a origem da linguagem visual. Em 1990, Ellen Lupton e J. Abbott Miller refizeram o experimento de Kandinsky com designers, educadores e críticos. As respostas ao teste psicológico são bastante destoantes quase 70 anos depois da primeira equação de Kandinsky. No site do MoMA é possível conhecer o questionário original de Kandinsky e realizar o teste online. Vale a pena.

O fato é que a nova experiência realizada por Lupton e Miller foi o ponto de partida para publicação do livro ABC da Bauhaus: a Bauhaus e a teoria do design, publicado originalmente em 1991, para acompanhar a exposição “O ABC do [triângulo quadrado círculo]: a Bauhaus e a teoria do design da pré-escola ao pós-modernismo”. A obra é considerada até hoje uma das principais leituras críticas sobre a escola e a revisão de diversos conceitos e práticas.